Domingo, 22 de Maio de 2005

Estou-me a afastar do meu filho

Estou-me a afastar do meu filho.
Puni-me por isso.
Vejo o pai no chão com ele....brincam, riem, rebolam um com o outro e eu nem me atrevo a aproximar-me.
Parece que os vejo de uma outra dimensão.
Não lhes consigo chegar.
Hoje tive uma discussão com o meu companheiro. Eramos para ir sair os 3, coisa com que me debato hà imenso tempo. Hoje tomou ele essa iniciativa e eu...na sequencia da semana que levei de cama, sonolenta e apatica, nem fui capaz de ir com eles......nao mereço estar na presença deles.
Nem sequer vão sentir a minha falta.
O meu filho morde-me e puxa-me o cabelo.
Ele não faz isso ao pai.
Bem sei que isso é normal mas para mim neste momento, com essas atitudes, ele está a dizer-me que nao gosta da mãe....
Eu estou a afastar-me do meu filho.....
....e vou voltar a punir-me.




http://groups.msn.com/GrupoApoioAutoAgressao (quem se indentificar, inscreva-se, p.f)

Partilhado por Sentida às 18:49
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5 comentários:
De Enviado por a 24 de Maio de 2005 às 10:06
...

nem sei o que diga... não me sinto em condições de ajudar e também não entendo, mas não consigo ficar indiferente.

o teu bébé morde te porque é uma forma de interagir, não porque te rejeite. tenta observá lo mais se pensar demasiado...

ele precisa tanto de ti como tu dele. espiritualmente (fisicamente precisa mais, e tu sabes isso).

não te afastes do pequeno.gata
(http://ninhodagata.weblog.com.pt)
(mailto:promao_gata@clix.pt)


De Enviado por a 23 de Maio de 2005 às 16:18
Eu, quando gosto muito de alguém e sou tão próximo para o fazer e me deixarem fazer, dou umas mordidelas. Falo dos meus sobrinhos: gosto tanto deles, que me apetece comê-los (no bom sentido, claro!). Acho que pode ser uma forma de demonstrar o quanto gostamos de alguém. Força...Confessionário
(http://eupadre.blogspot.com)
(mailto:eupadre@portugalmail.com)


De Enviado por a 23 de Maio de 2005 às 11:41
Vim através do link que deixaste no blog «Nas Teias da Depressão». Acabei por ler tudo desde o início porque senti que me faltava demasiada informação para te entender... ainda assim continuo com a mesma sensação... Acredita que me esforcei. Muito! Acho que o teu sofrimento está excessivamente enquistado. Criaste este blog para te libertares mas sinto que isso ainda não aconteceu. Talvez porque estejas ainda com o passado tão aberto e tão vivo quanto os teus pulsos... bem tentas abri-los para ver se ele sai de dentro de ti e te liberta, mas ele continua a atormentar-te como se o revivesses a cada segundo que passa. A dor que sentes quando te rasgas dá-te a certeza de que vives no presente porque às vezes o passado sobrepõe-se e engana-te a noção do tempo. O sangue que derramas confirma-te a existência de vida, essa vida que consegue continuar intacta não obstante o fardo de um imenso sofrimento interior! A determinada altura tentaste pôr fim a ela, ou melhor, ao sofrimento que ela carrega. Felizmente isso não se concretizou. Neste momento já não desejas o fim. Tu foste mais forte e mais poderosa do que a morte e do que a ideia da morte! No entanto o sofrimento continuou e continua ainda a atormentar-te... Não consegues libertar-te dele. Nem com a psicoterapia, nem com o relaxamento, nem com o blog, nem com a auto-mutilação. Algo existe que te bloqueia o contacto com o exterior; vives encarcerada em ti mesma; mesmo tendo gerado uma vida (o teu bébé) que saíu de ti, continuas fechada dentro de ti... Sinto que existe um dilema em ti que te motiva a isolares-te do mundo (para te protegeres dos novos sofrimentos que ele te possa causar?) e que, ao mesmo tempo, te impele a abrires-te a ele (para te libertares do antigo sofrimento que tens mantido em silêncio durante tantos anos?). O problema é que quando te tentas abrir, gritas em silêncio... Parece que não consegues expressar o que te atormenta e que, por isso mesmo, os outros não te conseguem ouvir... Estarei errada? É possível que esteja... Não sei... Escutei-te mas não te consegui ouvir; li-te mas não te consegui ver. E desejei tanto conseguir! Vou ficar atenta para ver se consigo, aos poucos, à medida que fores escrevendo mais neste espaço de libertação lenta e progressiva :)
Experimenta fazer o seguinte exercício: todas as semanas, no mesmo dia, escreve livremente as palavras que te vierem à lembrança sem pensares demasiado. Faz um pequeno ensaio de espontaneidade sem borracha, sem rasura, ou sem "delete". Acima de tudo não censures uma única palavra que te ocorra! Não te preocupes se elas não fizerem já sentido pleno, se forem repetidas (não apagues nenhuma por essa razão!) ou se não forem no mesmo número (escreve apenas aquelas que te apetecerem, mesmo se for só uma). Ao fim de um mês volta a ler todas elas (deverás ter 4 grupos de palavras sem número obrigatório e sem qualquer problema se forem quase todas repetidas). Verifica se houve alguma que se repetiu e tenta pensar na razão pela qual isso aconteceu. Verifica também se há alguma relação entre elas e tenta perceber qual e porquê. Escreve, depois, sobre todas elas - em conjunto ou em particular - tentando tirar alguma conclusão (não faz mal se não conseguires). Podes publicar ou não aquilo que entenderes. Partilha ou guarda para ti mesma. Pode ser que assim consigas libertar-te de alguma coisa... ;)
Desculpa se te macei. Teria preferido escrever-te por email, mas não encontrei qualquer referência a ele no blog.
Boa semana! :)Sombra
(http://sombranosilencio.weblog.com.pt)
(mailto:catia.mourao@gmail.com)


De Enviado por a 23 de Maio de 2005 às 10:35
Já agora, deixa-me dizer-te que nem eu, nem a Mãe, tivemos este problema. Sempre considerei natural o afecto especial que os filhos tinham pela mãe, muito fruto da maior convinvência que com ela mantinha. Não tenhas ciúmes. Aprecia como é linda a relação do filhote com o Pai, e tem paciência com ambos. Amor e carinho é, também, não desesperarmos por não termos aquilo a que, por natureza, julgamos ter direito.tsup
(http://tsup.blogspot.com)
(mailto:taosoumpai@hotmail.com)


De Enviado por a 23 de Maio de 2005 às 07:50
Sentida, muitos bons dias.
Sabes, é tão bom que o pai esteja aí e cuide do teu filho, enquanto recuperas. Imagina se estivesses sózinha. Descontrai-te, preocupa-te em recuperares e, no apoio que possuis, procura saber como podes melhorar a relação com o teu bébé, tendo em conta as tua restrições. Vê do que ele gosta de fazer e brincar, participa um bocadinho, dá-lhe o banho e aproveita esses momentos.
Beijinho.tsup
(http://taosoumpai.blogspot.com)
(mailto:taosoumpai@hotmail.com)


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